Quando escrevo e divago nas palavras, o pensamento nasce por si só, tornando tudo o que não faz sentido em algo especial. Manuel Lourenço
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Uma pessoa, um pião
"Procurar algo profundo" é uma expressão que só por si alimenta diversos caminhos intelectuais, cada pessoa consiste num pião que gira por um caminho aleatório até que acaba por perder a sua força de rotação. O raciocínio acaba por se perder diante deste enormidade de opções, ideias manifestam-se incontroladas e em grande número, sendo a focalização em alguma algo impossível, logo foco-me nesta experiência única que é a análise criativa da criatividade. Enquanto existir uma força de rotação que suporte este mundo ele existirá para cada um de nós, mas todos os dias essa força desaparece para muita gente e é aqui que reside uma questão intemporal para a qual resposta concreta não existe, só suposições. O que acontece ao nosso ser, à nossa alma, ao nosso sentir? O que acontece a esta força mágica que todos nós sentimos dentro de nós e que sabemos que não é física nem cientificamente explicável? Será apenas uma chama de uma vela que se apaga com uma pequena brisa e que simplesmente desaparece? O vazio, o infinito, o nada, como pode alguém não sentir? Mesmo depois do corpo físico se desintegrar... É bom saber que existe algo muito superior a nós e que teremos sempre questões, porque só assim evoluímos. Depois de reler o que escrevo chego a uma conclusão: Não existe nada mais importante que a expressão criativa, não há nada mais gratificante para o ser o humano que criar. Um simples desenho, uma sequência de sons, um texto inventado, até num pilha de pedras dispostas consoante uma imagem mental podem ser usadas para nos expressarmos, tudo isto que conseguimos exteriorizar da nossa alma seja na forma que for, é tudo isto que nos torna humanos e que nos faz encontrar uma paz interior. E enquanto tentamos viver o pião continua a girar...
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1 comentário:
Concordo plenamente. Talvez para que encontramos o nosso eixo, ou a nossa razão de girar, temos que fazer da corda que nos dá impulso a nossa razão de querer algo, como se se tratasse dos nossos sonhos. E quem sabe se assim, não encontraremos o nosso caminho, e quando lá chegarmos uma razão para querer ainda rodar mais e mais...
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